A investigação sobre a morte da PM Gisele Santana, encontrada com um tiro na cabeça no dia 18 de fevereiro em um apartamento na região do Brás, em São Paulo, ganhou novos desdobramentos após informações sobre o que teria ocorrido no local horas depois da ocorrência.
Entre os pontos que passaram a chamar atenção está o relato de que o imóvel teria sido limpo no mesmo dia. A situação levanta questionamentos, já que a preservação da cena é considerada fundamental para o trabalho pericial em casos desse tipo.
Limpeza no apartamento entra na investigação
De acordo com testemunhas, policiais militares estiveram no apartamento ainda na tarde do dia 18 de fevereiro, após o atendimento inicial, com o objetivo de realizar a limpeza do local. A entrada no imóvel teria ocorrido por volta das 17h48, com o acompanhamento de uma funcionária do prédio.
A ação passou a ser observada pelas autoridades responsáveis pelo caso, já que qualquer alteração no ambiente pode impactar a análise dos vestígios. A apuração busca entender em que circunstâncias essa limpeza foi autorizada.
Detalhes da cena aumentam questionamentos
Além da limpeza, outros elementos relatados por quem esteve no local também contribuíram para ampliar as dúvidas. Um dos socorristas afirmou ter estranhado a forma como a arma foi encontrada junto ao corpo da vítima.
Outros pontos, como a ausência do cartucho da bala e aspectos do ambiente, descritos no atendimento, também foram mencionados durante os depoimentos. Esses fatores passaram a integrar o conjunto de informações analisadas pelas autoridades.
