A investigação sobre a morte da policial militar Gisele Alves Santana foi concluída com a confirmação de que a agente foi vítima de feminicídio. A conclusão da Polícia Civil aponta que o crime foi cometido pelo próprio marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, e que houve tentativa de encobrir o ocorrido com a simulação de um suicídio.
O crime aconteceu na terça-feira (18), dentro do apartamento onde o casal morava, no centro de São Paulo. Inicialmente tratado como suicídio, o caso passou a ser investigado como morte suspeita após a família da vítima questionar a versão apresentada e apresentar indícios de um relacionamento marcado por conflitos e comportamentos abusivos.
Gisele estava desacordada no momento do crime
Durante a apuração, laudos do Instituto Médico Legal identificaram marcas no corpo de Gisele que indicam que ela foi imobilizada antes do disparo. Os peritos concluíram que a policial estava desacordada no momento em que foi atingida, o que reforça a tese de que não houve ação voluntária por parte da vítima.
Mensagens e relatos reunidos ao longo da investigação também apontam para um histórico de ciúmes e controle dentro da relação. Em uma conversa com uma amiga, Gisele demonstrou preocupação com o comportamento do marido. “Tem que controlar o ciúmes dele. Qualquer hora me mata”, disse. A fala passou a ser considerada um indício relevante sobre o contexto vivido pela policial.
Inquérito foi finalizado
Com o inquérito finalizado, o caso foi encaminhado ao Ministério Público, que irá avaliar a formalização da denúncia. A decisão sobre a prisão do tenente-coronel e o andamento do processo ficará a cargo da Justiça, enquanto a família de Gisele segue cobrando responsabilização pelo crime.
