A prisão do tenente-coronel Geraldo Neto, na quarta-feira (18), marca um novo avanço nas investigações sobre a morte da policial militar Gisele Alves, encontrada com um tiro na cabeça em seu apartamento, em São Paulo. O caso, inicialmente tratado como possível suicídio, passou a ser investigado como feminicídio após a análise de provas.
Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores foi a posição da arma na cena do crime. Segundo relatos, o armamento estava encaixado de forma considerada incomum na mão da vítima, o que levantou suspeitas entre os profissionais que atenderam a ocorrência.
Um socorrista experiente relatou ter estranhado a situação ao chegar ao local. A percepção reforçou a necessidade de uma análise mais aprofundada por parte das autoridades para saber se a policial realmente havia tirado a própria vida.
Depoimento de vizinha foi importante para elucidar o caso
Além disso, o tempo entre o disparo e o pedido de socorro também foi considerado suspeito. De acordo com o depoimento de uma vizinha ouvida pela polícia, os investigadores concluíram que houve um intervalo de quase meia hora entre o barulho do tiro e a ligação feita aos serviços de emergência.
Cena do crime pode ter sido alterada propositalmente
Laudos periciais ainda indicam que a cena pode ter sido alterada, dificultando a reconstituição dos fatos. Com base nesses elementos, a Polícia Civil passou a tratar o caso como homicídio, enquanto o oficial segue preso e à disposição da Justiça, aguardando os desdobramentos do processo.
