Novos detalhes da investigação sobre a morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves continuam vindo à tona e ajudam a traçar o perfil da relação entre a vítima e o tenente-coronel Geraldo Neto. Um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores foi a forma como o oficial mantinha o contato da esposa salvo em seu celular.
De acordo com a apuração, o número de Gisele estava registrado com a palavra “Amor”, o que, à primeira vista, indicaria uma relação afetuosa entre o casal. No entanto, o conteúdo das mensagens trocadas entre os dois revela um cenário bem diferente, marcado por conflitos, controle e sinais de desgaste no relacionamento.
Gisele reclamava do comportamento do marido
As conversas analisadas pela Polícia Civil apontam que, apesar da forma carinhosa no contato, o relacionamento era permeado por discussões frequentes e episódios de tensão. Em mensagens anteriores ao crime, a própria Gisele demonstrava insatisfação com o comportamento do marido e chegou a manifestar o desejo de se separar.
A investigação sustenta que o tenente-coronel não aceitava o fim do casamento, o que pode ter sido um fator determinante para o desfecho trágico. Dias antes da morte, a vítima afirmou que se considerava praticamente solteira, enquanto o oficial respondeu de forma firme, indicando resistência à separação.
Tenente-coronel foi preso
Geraldo Neto está preso desde quarta-feira (18) e responde por feminicídio e fraude processual. A análise de elementos como mensagens, comportamento e até detalhes como o nome salvo no celular ajuda a compor o contexto do caso, que segue sendo investigado como um crime motivado por questões relacionadas ao relacionamento do casal.
