O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros está marcado para a próxima segunda-feira (23). Cinco anos após a morte do menino Henry Borel, o caso será levado ao júri popular. O Ministério Público acusa Jairinho de agressões fatais e Monique de omissão, sustentando que a criança sofreu violência dentro do apartamento onde vivia, na Barra da Tijuca.
Às vésperas do julgamento, um impasse chama atenção: a Justiça do Rio não conseguiu localizar Thayná de Oliveira Ferreira, ex-babá de Henry e considerada peça-chave no processo. Durante a investigação, ela apresentou versões diferentes, ora negando, ora confirmando episódios de violência, além de alegar influência da mãe do menino. O pai, Leniel Borel, classificou a situação como “extremamente grave”.
Disputa de versões no tribunal
A acusação, liderada pelo promotor Fábio Vieira, deve se basear no laudo do IML, que aponta laceração no fígado como causa da morte. Segundo os peritos, a lesão foi provocada por uma pancada intensa, gerando hemorragia interna. Vieira sustenta que a criança já chegou sem vida ao hospital e afirmou que “pessoas com esses traços não apresentam remorso e só são freadas com penas exemplares”.
Já a defesa de Jairinho pretende atacar a perícia oficial. Os advogados alegam que Henry ainda estava vivo ao dar entrada na unidade de saúde e que a morte teria ocorrido após falhas médicas durante a tentativa de reanimação. Eles também questionam pontos do laudo para tentar enfraquecer a acusação.
Nova estratégia de Monique
O depoimento de Monique Medeiros é um dos mais aguardados. Após romper com Jairinho, ela mudou sua linha de defesa. A advogada Florence Rosa afirma que a cliente vivia sob pressão psicológica e não tinha controle da situação.
Segundo a defesa, “Monique foi vítima de um relacionamento abusivo e, no dia em que tudo aconteceu, estava dopada pelo companheiro, por isso dormia profundamente”. O julgamento terá sete jurados e seguirá até a definição do veredicto sobre a responsabilidade dos acusados.
