Caso Gisele – após ser preso, tenente-coronel Neto faz confissão à polícia: ‘choramos ali, abraçados…’

Declaração reforça perícia e expõe contradições no depoimento do acusado.

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No momento de sua prisão, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto alterou sua versão sobre os fatos e admitiu ter mantido relação íntima com a esposa, Gisele Alves Santana, pouco antes da morte dela. A afirmação foi feita à polícia exatamente um mês após o crime.

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Segundo o novo depoimento, o casal teria conversado, se emocionado e relembrado momentos da relação antes de manter contato íntimo no sofá da residência. Após isso, o oficial afirmou que ambos seguiram para quartos separados. A versão, no entanto, contradiz declarações anteriores, nas quais ele sustentava que o relacionamento estava em crise e que o casal não mantinha relações íntimas desde o ano passado.

Coronel faz confissão à polícia

A nova narrativa coincide com os resultados da perícia, que identificaram a presença de espermatozoides no corpo da vítima, indicando relação recente. O dado reforça as conclusões técnicas e levanta questionamentos sobre as versões apresentadas ao longo da investigação.

A gente conversou, nos emocionamos, choramos ali, abraçados, sentados no sofá, lembrando os momentos bons, nos beijamos, tivemos, ali mesmo, no sofá da sala, uma relação sexual“, relatou o oficial em novo depoimento.

Investigação aponta abuso de poder e comportamento possessivo

A decisão da Justiça Militar do Estado de São Paulo também destaca o uso da posição hierárquica pelo oficial durante a ocorrência. Segundo o documento, ele teria ignorado orientações para preservar a cena do crime, inclusive ao insistir em tomar banho, mesmo diante da resistência de policiais presentes. Testemunhas ouvidas relataram ainda que o coronel frequentava o local de trabalho da vítima com frequência, utilizando sua autoridade para permanecer no ambiente e observar sua rotina, o que teria causado constrangimento. Os elementos reunidos reforçam a acusação de feminicídio e fraude processual, enquanto o caso segue sob investigação.