A prisão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, investigado pela morte da soldado Gisele Alves Santana, segue gerando novos desdobramentos. Em entrevista ao programa Brasil Urgente, a tia da policial falou após a detenção do militar e trouxe novos relatos sobre a convivência da sobrinha com o marido antes da tragédia.
Segundo a familiar, a exumação do corpo de Gisele teria sido um ponto decisivo para revelar, em sua visão, a real dimensão do caso. Ela afirmou que a situação vivida por Gisele era extremamente grave e que o procedimento ajudou a expor o que considera a verdadeira face do responsável pela violência contra a sobrinha.
Relato aponta tentativa de manter o relacionamento
A tia contou que Gisele tentou manter o relacionamento, mas não conseguiu dar continuidade diante da situação. Segundo ela, a soldado demonstrava intenção de seguir com a relação, mas enfrentava dificuldades que tornaram o convívio insustentável.
De acordo com o relato, Gisele chegou a enviar mensagens ao tenente-coronel dizendo que deixaria a casa caso ele não mudasse o comportamento. A familiar reforçou que havia sinais de controle e atitudes consideradas dominadoras ao longo da relação por parte do marido da PM.
Desabafo após prisão do militar
Em tom de desabafo, a tia afirmou que Gisele poderia estar viva se a dinâmica do relacionamento fosse diferente. Ela disse ainda que, na sua avaliação, o tenente-coronel apresentava comportamento possessivo e controlador, o que teria contribuído para o desfecho do caso.
A familiar também afirmou que o tenente-coronel não estaria preso se não fosse a morte da sobrinha e as circunstâncias atribuídas ao episódio. A investigação segue em andamento na Justiça, após a denúncia apresentada pelo Ministério Público. As autoridades continuam analisando mensagens, depoimentos e laudos periciais para esclarecer completamente a morte.
