Delegado confirma que polícia investigará se PM Gisele sofreu abuso por parte de tenente-coronel: ‘Nós temos’

Tenente-coronel mudou versão sobre rotina do casal após exames encontrarem vestígios biológicos.

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A Polícia Civil de São Paulo concentra seus esforços na apuração das circunstâncias exatas que envolveram os momentos anteriores ao falecimento da soldado da Polícia Militar, Gisele Santana. O foco atual do inquérito é determinar se a relação íntima relatada pelo tenente-coronel Geraldo Rosa Neto, ocorrida na véspera do óbito, teve o devido consentimento da vítima.

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O oficial, que era esposo da policial, figura atualmente como réu por crime contra mulher. A investigação busca esclarecer as dinâmicas do casal naquelas horas cruciais, visto que laudos técnicos trouxeram novos elementos materiais que exigem explicações detalhadas por parte da defesa e uma análise minuciosa das autoridades competentes sobre a cronologia dos fatos.

Laudo de exames realizados em PM Gisele

Durante os exames periciais realizados no corpo da vítima, foi detectada a presença de material biológico, especificamente espermatozoides, no canal vaginal. Inicialmente, o tenente-coronel havia declarado às autoridades que o casal não mantinha mais interações conjugais e dormia em quartos separados há cerca de oito meses, devido a suspeitas de traição.

Contudo, após a descoberta forense, o depoimento do oficial foi alterado. Rosa Neto passou a afirmar que houve um momento de intimidade no dia 17 de fevereiro, data que antecedeu o falecimento de Gisele. Essa mudança na versão dos fatos levantou a necessidade imediata de verificar a natureza desse ato.

Delegado do caso se manifesta

O delegado responsável pelo caso, Lucas de Souza Lopes, enfatizou a importância dessa verificação técnica em entrevista recente. Segundo a autoridade policial: “Nós temos que analisar se essa relação foi consensual ou não porque é um crime que nós temos que analisar os vestígios deixados também“. Além da questão sexual, a perícia contestou a versão do suspeito de que a esposa teria tirado a própria vida. Os documentos indicam que Gisele foi imobilizada por trás antes de ser atingida, teve o corpo movimentado posteriormente e a arma foi inserida em sua mão, sugerindo uma alteração na cena do crime e demora no pedido de socorro.