Caso Henry Borel: Júri Popular é adiado e Monique Medeiros é solta; ex-vereador Jairinho seguirá preso

Decisão ocorreu nesta segunda-feira (23), após advogados do ex-vereador abandonarem a sessão; magistrada criticou a estratégia da defesa.

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A Justiça do Rio de Janeiro determinou a expedição de alvará de soltura para Monique Medeiros nesta segunda-feira (23). A decisão foi proferida pela juíza Elizabeth Machado Louro durante a sessão do júri popular sobre o falecimento do menino Henry Borel, ocorrido em 2021.

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O julgamento foi adiado após a equipe de defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, abandonar o plenário. A magistrada acatou o pedido dos advogados de Monique, que solicitaram a liberdade provisória alegando excesso de prazo na prisão e ressaltando que a ré compareceu para contribuir com o julgamento. A soltura está condicionada ao cumprimento de medidas cautelares que serão definidas pelo tribunal.

Defesa de Monique Medeiros se manifesta

Antes da interrupção dos trabalhos, a advogada de Monique, Florence Rosa, reafirmou a tese de inocência de sua cliente e atribuiu a responsabilidade pelos atos violentos exclusivamente a Jairinho. A defesa sustenta que provas periciais e extrações de dados comprovarão que a mãe não foi omissa.

Em declaração sobre a estratégia adotada, a advogada afirmou: “A nossa expectativa, a primeira delas, é que o verdadeiro responsável pela morte do Henry saia daqui condenado. Estamos muito confiantes! E segundo, a nossa expectativa também, é demonstrar a inocência de Monique Medeiros“.

Adiamento do Júri

O adiamento da sessão ocorreu porque a defesa de Jairinho, liderada pelo advogado Zanone Júnior, deixou o plenário alegando não ter tido acesso integral aos dados do computador de Leniel Borel, pai de Henry. A juíza Elizabeth Machado Louro rejeitou o argumento e classificou a atitude como uma manobra premeditada. Como consequência do abandono, a magistrada condenou os cinco advogados de Jairinho ao pagamento dos prejuízos causados pela não realização da sessão, definindo o comportamento como ato atentatório à dignidade da Justiça. O ex-vereador seguirá preso até a realização de um novo Júri.