Júri é adiado após abandono da defesa Jairinho; Leniel Borel desabafa: ‘assassinaram o Henry pela 2ª vez’

Juíza dissolveu conselho de sentença após advogados deixarem tribunal; Leniel Borel critica manobra da defesa e classifica ato como terrorismo.

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O início da sessão do Tribunal do Júri destinada a julgar Jairo Souza Santos Júnior e Monique Medeiros, acusados pelo falecimento do menino Henry Borel, foi interrompido nesta segunda-feira no Rio de Janeiro. A suspensão dos trabalhos ocorreu após a bancada de defesa do ex-vereador abandonar o plenário do II Tribunal do Júri, o que forçou a juíza Elizabeth Machado Louro a dissolver o conselho de sentença.

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Como consequência direta da interrupção e do adiamento, a magistrada determinou o relaxamento da prisão de Monique Medeiros, alegando excesso de prazo na custódia cautelar, enquanto a nova data para a retomada do julgamento deverá ser agendada para o mês de junho.

Leniel Borel expõe revolta com adiamento de Júri

Leniel Borel, pai da criança e assistente de acusação no processo, expressou profunda indignação com a estratégia adotada pelos advogados do réu para adiar o desfecho do caso. Ao comentar o ocorrido com a imprensa e demonstrar seu abalo emocional diante da nova postergação, ele classificou a atitude da defesa como “terrorismo”.

Em declaração sobre o sentimento de reviver a tragédia sem uma conclusão judicial imediata, Leniel afirmou sentir que “assassinaram o Henry pela 2ª vez”. A acusação sustenta que a manobra visa prejudicar o andamento regular do rito processual e desgastar as partes envolvidas.

Sanções à defesa e motivos do abandono

Os representantes legais de Dr. Jairinho justificaram a saída abrupta do plenário argumentando que não tiveram acesso à integralidade das provas contidas nos autos, mencionando especificamente dados extraídos de aparelhos celulares e de um computador portátil que teriam sido disponibilizados recentemente. A juíza, contudo, rejeitou a justificativa e classificou a retirada como um ato atentatório contra a dignidade da justiça. Em resposta à conduta, que desrespeita diretrizes do Supremo Tribunal Federal para a celeridade do caso, a magistrada condenou os cinco advogados ao pagamento das despesas processuais e solicitou que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) apure possíveis infrações ético-disciplinares. O tribunal também oficiou a Defensoria Pública para assumir a defesa de Jairo caso ocorra novo abandono.