Este é o salário altíssimo que tenente-coronel réu pela morte da PM Gisele recebe

Geraldo Neto está na Polícia Militar desde os anos 1990 e recebe salário alto.

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A investigação sobre a morte da soldado Gisele Alves Santana, encontrada baleada no apartamento do casal no Brás, em São Paulo, ganhou novos detalhes envolvendo a vida profissional do principal suspeito. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso preventivamente, recebe um salário mensal superior a R$ 30 mil pela Polícia Militar, segundo dados oficiais do Portal da Transparência.

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De acordo com os registros, o oficial teve remuneração bruta de R$ 34.609,91 no mês de janeiro, incluindo um valor adicional de R$ 3.748,04 referente a abono permanência e outras indenizações. Esse tipo de benefício é destinado a servidores que já poderiam se aposentar, mas optam por permanecer na ativa, como é o caso do militar, que atua na corporação desde os anos 1990.

Gisele foi encontrada morta em fevereiro

O caso ganhou grande repercussão após Gisele ser encontrada ferida no dia 18 de fevereiro e levada ao Hospital das Clínicas, onde teve a morte confirmada. A cena no local levantou suspeitas desde o início. Um sargento do Corpo de Bombeiros estranhou a posição da arma e registrou imagens antes do socorro, o que passou a integrar o inquérito policial.

Os laudos periciais também apontaram inconsistências relevantes. Entre os pontos levantados estão a ausência de manchas de sangue na mão que segurava a arma e marcas no rosto e no pescoço da vítima, que indicariam possível agressão antes do disparo. Esses elementos reforçam a linha de investigação que descarta a hipótese de suicídio.

Tenente-coronel nega acusações

Apesar das evidências, o tenente-coronel nega envolvimento no crime e afirma estar tranquilo em relação às acusações. “Tenho a consciência tranquila”, disse. O caso segue sob investigação, enquanto o militar responde judicialmente por suspeita de feminicídio e fraude processual.