A reprodução simulada do caso envolvendo a morte da policial militar Gisele Alves Santana trouxe novos detalhes que podem ser decisivos para o rumo das investigações. O procedimento reuniu informações de testemunhas, socorristas e do próprio tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, principal suspeito, e evidenciou contradições importantes entre as versões apresentadas.
Segundo o relatório, os socorristas encontraram a vítima caída na sala do apartamento, enquanto o oficial estava do lado de fora, no corredor. A equipe iniciou rapidamente os protocolos de atendimento, após registrar a cena, e realizou tentativas de reanimação com o uso de equipamentos médicos. A arma que estava próxima à vítima foi recolhida e isolada, seguindo os procedimentos de praxe.
Relato de Geraldo Neto
Já o relato do tenente-coronel aponta que ele só percebeu a situação após ouvir um barulho durante o banho. Ao sair do banheiro, ele afirma ter visto a esposa no chão e, sem prestar socorro direto, decidiu acionar imediatamente os serviços de emergência. Ele também afirmou ter comunicado o ocorrido a superiores e amigos. “Socorre minha esposa. Ela está morrendo”, disse ao ver os bombeiros chegarem.
Gisele teria dificuldades para pegar a arma
A simulação também incluiu análises técnicas sobre a posição da arma e a altura em que ela era armazenada. De acordo com os dados, haveria dificuldade para que a vítima alcançasse o armamento nas condições descritas. Esse ponto, somado a outros elementos periciais, como vestígios encontrados em objetos do local, contribui para o questionamento da versão apresentada pelo oficial.
Com base nesse conjunto de informações, os investigadores seguem aprofundando a apuração para esclarecer as circunstâncias da morte. A reprodução simulada passou a ser considerada uma peça-chave no inquérito, pois permite confrontar versões e identificar incoerências, fortalecendo a busca por uma conclusão definitiva sobre o caso.
