Investigação aponta que tenente-coronel agrediu filha de 7 anos da PM Gisele antes do crime

Depoimentos à corregedoria da Polícia Militar indicam relação conturbada e agressões físicas contra a filha da soldado.

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O andamento das investigações sobre o falecimento da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, trouxe novos elementos sobre o comportamento do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Conforme depoimentos prestados à corregedoria da corporação, testemunhas afirmaram que o oficial, de 53 anos, mantinha uma relação hostil com a família da esposa.

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Os relatos indicam que o militar não gostava da enteada e que, inclusive, teria praticado agressões físicas contra a criança. O suspeito está detido preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde o dia 18 de março, após o caso ser reclassificado de um possível ato de tirar a própria vida para crime contra mulher e fraude processual.

Contradições em depoimento de tenente-coronel

Gisele foi encontrada sem vida no dia 18 de fevereiro, no apartamento onde residia com o marido, localizado no bairro do Brás, na região central de São Paulo. Em interrogatório realizado no dia 19 de março, o tenente-coronel admitiu que evitou comparecer ao velório da companheira para não encontrar os pais da vítima, confirmando o distanciamento familiar.

A versão inicial apresentada pelo oficial sustentava que ele teria ouvido um disparo logo após sair do quarto da esposa. Entretanto, o Ministério Público e a Polícia Civil apontam contradições severas entre o depoimento do réu e as evidências coletadas no local do ocorrido.

Desdobramentos jurídicos e custódia do oficial

Atualmente, Geraldo Leite Rosa Neto responde como réu por crime contra mulher qualificado e fraude processual. A Justiça manteve a prisão preventiva do oficial para garantir a ordem pública e a integridade da instrução criminal, considerando o risco de interferência nas provas. A defesa do militar não se manifestou publicamente sobre os novos relatos de agressão contra a filha de Gisele. O caso segue sob acompanhamento rigoroso das autoridades de segurança de São Paulo, que buscam concluir todas as etapas do inquérito para o julgamento final do oficial perante o tribunal competente.