Caso PM Gisele: Tenente-coronel pode deixar presídio militar em breve e detalhes são revelados

Tenente-coronel Geraldo Neto está em presídio militar de São Paulo, mas isso pode mudar.

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O caso envolvendo o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto ganhou novos desdobramentos e pode ter uma mudança significativa nos próximos dias. Preso preventivamente pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, o militar corre o risco de ser transferido para um presídio comum caso seja expulso da Polícia Militar de São Paulo, o que dependerá de decisões administrativas e judiciais ainda em andamento.

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A Polícia Militar já abriu um processo administrativo para avaliar a permanência do oficial na corporação. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o inquérito interno está em fase final e caberá ao Comando-Geral decidir sobre a perda da patente. Caso isso ocorra, o cenário do investigado muda completamente, inclusive no que diz respeito ao local de cumprimento da prisão.

Decisão caberia ao Tribunal de Justiça Militar

A eventual transferência para uma unidade prisional comum não é automática. Ela depende de uma decisão do Tribunal de Justiça Militar, que precisa determinar oficialmente a exclusão do militar dos quadros da corporação. A partir disso, além da perda do posto, o salário também é cortado, o que reforça o impacto direto da decisão na vida do acusado.

Mesmo em caso de transferência, a legislação prevê medidas de proteção. Ex-integrantes das forças de segurança costumam ser mantidos em alas separadas ou setores isolados dentro do sistema prisional comum, justamente para evitar riscos à integridade física. Ainda assim, especialistas alertam que a mudança exige cautela e pode representar perigo.

Tenente-coronel responde por feminicídio e fraude processual

Paralelamente, o militar já responde como réu por feminicídio e fraude processual. As investigações apontam que a cena do crime pode ter sido manipulada para simular um suicídio. Laudos periciais identificaram lesões incompatíveis com a versão inicial, incluindo marcas de agressão, o que reforça a suspeita de violência anterior à morte da vítima.