Delegado que investiga morte da PM Gisele já sabe o que desembargador foi fazer na cena do crime: ‘ele…’

Caso é investigado como feminicídio e tenente-coronel virou réu pela morte da esposa.

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A investigação sobre a morte da soldado Gisele Alves Santana ganhou novos elementos que reforçam a suspeita de feminicídio. De acordo com informações reveladas nesta semana, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto teria tentado montar uma estratégia para sustentar a versão de suicídio, inicialmente apresentada no caso.

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Segundo o delegado Lucas Souza Lopes, responsável pela apuração, o oficial teria envolvido o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado para dar mais credibilidade à narrativa. A presença de uma autoridade do Judiciário poderia, na avaliação dos investigadores, influenciar a percepção inicial da ocorrência.

Câmeras de segurança registraram presença de desembargador

Imagens registradas por câmeras corporais de policiais mostram que o desembargador demonstrou desconforto ao chegar ao local. Ainda assim, ele acabou entrando no imóvel diante do cenário apresentado. “Ele era mais uma peça do xadrez que o tenente-coronel estava montando para sustentar a própria versão”, disse o delegado.

A defesa do magistrado afirmou que ele esteve no local apenas como amigo do investigado, após receber a informação de um suposto suicídio. Já a Polícia Civil ressaltou que não há indícios de interferência direta do desembargador no andamento da investigação.

Investigação de feminicídio

O caso, que inicialmente foi tratado como suicídio, passou a ser investigado como feminicídio após laudos periciais apontarem inconsistências. Exames identificaram lesões no corpo da vítima incompatíveis com um ato voluntário, além de indícios de agressão, o que fortalece a linha de investigação adotada pelas autoridades.