Mulher mata o marido após problema na Internet: ‘A razão do crime foi…’

Caso aconteceu no interior do Paraná e depoimento do filho de 13 anos foi fundamental na investigação.

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O caso que chocou moradores da zona rural de Cafelândia, no oeste do Paraná, ganhou novos desdobramentos após a prisão de Jaqueline Francisca dos Santos Schumann, de 32 anos. Ela é suspeita de matar o próprio marido, Valdir Schumann, de 44 anos, com um tiro de espingarda após uma discussão doméstica. O crime teria sido motivado por um desentendimento envolvendo o funcionamento do wi-fi da residência.

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Inicialmente, a mulher apresentou à polícia uma versão de que o companheiro teria provocado o disparo de forma acidental enquanto realizava a limpeza da arma. No entanto, essa hipótese começou a ruir conforme os investigadores analisaram a cena e coletaram provas técnicas. A morte ocorreu no 12 de março, e desde então o caso passou a ser tratado com cautela pelas autoridades.

Laudo ajudou os investigadores

Segundo a Polícia Civil, inconsistências nos relatos e evidências periciais foram determinantes para descartar a versão apresentada pela suspeita. O laudo apontou que a posição do tiro era incompatível com um disparo feito pela própria vítima, além da ausência de sinais de tiro à curta distância.

Outro fator relevante foi a constatação de que a arma teria sido reposicionada após o disparo, indicando possível tentativa de manipulação da cena. O depoimento do filho da vítima, de apenas 13 anos, também foi fundamental para o avanço das investigações.

Motivo do crime

O adolescente relatou ao Conselho Tutelar que a mãe teria sido a responsável pelo disparo. A partir dessas informações, a polícia reforçou a linha de investigação de homicídio qualificado, apontando ainda que a suspeita tentou efetuar um segundo disparo, mas a arma falhou.

A motivação do crime chamou ainda mais atenção pela banalidade. “A razão do crime foi o não funcionamento do aparelho de internet na casa. A investigada pediu ao marido que resolvesse o problema, ele se recusou naquele momento e, por isso, ela atirou”, disse o delegado responsável pelo caso. A defesa da mulher contesta essa versão e afirma que há elementos que podem esclarecer melhor os fatos ao longo do processo judicial.