Ex-mulher do tenente-coronel preso pela morte da PM Gisele procurou polícia e o denunciou: ‘a vítima…’

Ex-esposa de Geraldo Neto procurou a polícia para denunciá-lo no ano de 2010.

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Um registro antigo envolvendo o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto voltou à tona em meio às investigações sobre a morte da soldado Gisele Alves Santana, ocorrida em fevereiro deste ano, no bairro do Brás, em São Paulo. O documento revela que, ainda em 2010, o oficial já havia sido acusado de comportamento perturbador por uma ex-esposa.

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Na época, uma dentista procurou a Polícia Civil de Taubaté para denunciar episódios recorrentes de perturbação. Segundo o boletim de ocorrência, o militar desrespeitava decisões judiciais relacionadas a visitas à filha e comparecia em horários não autorizados, causando transtornos à ex-companheira.

Geraldo Neto é acusado de perseguir a ex-esposa

O documento também relata insistentes tentativas de contato por telefone, o que levou a mulher a trocar de número diversas vezes. “Porém, a vítima vem sofrendo vários problemas de perturbação de sua tranquilidade, em face de o autor estar indo em horários e datas que não estão determinados pela Justiça”, diz trecho do registro policial da época.

Ex-mulher buscou medidas judiciais

A ex-esposa ainda afirmou que o militar utilizava a justificativa de visitar a filha como forma de se aproximar dela, mesmo sabendo que a criança não estava presente em algumas ocasiões. Diante da situação, ela chegou a buscar medidas judiciais para garantir o distanciamento do oficial.

Atualmente, Geraldo Leite Rosa Neto está preso sob suspeita de feminicídio e nega o crime, sustentando que a morte da atual esposa teria sido um suicídio. A defesa informou que irá se manifestar apenas nos autos do processo, enquanto o caso segue sendo investigado pelas autoridades.