O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, que atualmente está preso e é o principal suspeito pelo óbito de sua atual esposa, a soldado Gisele Alves Santana, já possui um histórico policial envolvendo relacionamentos passados. Muito antes do trágico episódio que tirou a vida da policial de 32 anos com um tiro na cabeça em fevereiro deste ano, o oficial já havia sido denunciado por uma ex-companheira.
Na manhã do dia 18 de janeiro de 2010, uma dentista que foi casada com ele procurou a Polícia Civil da cidade de Taubaté, no interior de São Paulo, para registrar um boletim de ocorrência por perturbação de tranquilidade contra o policial, que na época ostentava a patente de major.
Ex-mulher acusou tenente-coronel de perturbação no passado
No depoimento prestado à polícia há mais de uma década, a ex-esposa detalhou que, após a separação, a Justiça já havia definido os dias e horários corretos para que Geraldo visitasse e buscasse a filha do casal. No entanto, o documento policial revelou que ele vinha ignorando as determinações judiciais de forma recorrente, aparecendo em datas não autorizadas.
Além das visitas inoportunas, a dentista relatou que o ex-marido realizava ligações insistentes em diversos horários, o que a obrigou a trocar o número de seu telefone três vezes. Em uma das ocasiões, mesmo sabendo que a filha estava passando férias na casa dos avós, o oficial usou a desculpa de procurar a menina apenas para tentar se aproximar da ex-mulher.
Caso foi parar na delegacia
Sem saber como resolver a situação e constatando que ele não estava obedecendo a uma ação judicial prévia que solicitava o distanciamento entre os dois, ela seguiu a orientação do próprio comando da PM e formalizou a queixa na delegacia. Naquela época, a Polícia Civil encaminhou uma cópia do registro de perturbação diretamente para a Vara da Família e das Sucessões da Comarca de Taubaté.
