A decisão de aposentar o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, foi publicada nesta quinta-feira (2), gerando profunda revolta na família de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, encontrada sem vida em fevereiro deste ano.
O oficial está atualmente preso, suspeito de atirar na cabeça da própria companheira, mas, com a publicação no Diário Oficial de São Paulo, passará a receber o seu salário pago integralmente pela corporação.
Pais de Gisele se revoltam com aposentadoria
Para os pais da policial, a medida aumenta drasticamente a sensação de impunidade. O pai de Gisele, José Simonal Telles, repudiou a decisão e clamou por justiça, afirmando de forma contundente que a aposentadoria do acusado foi rápida, enquanto para a sua filha restou apenas o caixão e o luto.
A mãe da vítima, Marinalva Vieira Alves de Santana, também se manifestou sobre o trágico caso, reforçando o seu sentimento de enorme impotência diante de toda a situação.
Indignado, José Simonal questionou abertamente o fato de o Estado continuar a arcar com os pagamentos de alguém investigado por um crime tão grave. Em seu desabafo, o pai indagou se a população de São Paulo acharia justo pagar o salário para um homem que ele classificou como “monstro” e “covarde” por ter matado a própria mulher e colega de farda.
Ele finalizou o seu forte pronunciamento destacando toda a sua dor e extrema revolta com a agilidade do processo burocrático que acabou beneficiando financeiramente o principal acusado pelo assassinato de sua filha. “Você acha justo a população de São Paulo pagar um salário para um monstro desse, covarde, que matou sua mulher, colega de farda?”, desabafou José Simonal.
Quanto o tenente-coronel irá receber
De acordo com dados do Portal da Transparência, em fevereiro de 2026, o coronel recebeu um salário bruto de R$ 28.946,81, além de um abono de R$ 2.995,43, montante que é cerca de quatro vezes maior do que a remuneração mensal de Gisele, que era de R$ 7.222,33.
