Governador de SP comenta aposentadoria de tenente-coronel acusado de feminicídio: ‘a Justiça não…’

Tarcísio de Freitas comentou aposentadoria de policial réu pela morte da PM Gisele.

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se manifestou nesta quinta-feira (2) sobre a decisão da Polícia Militar de aposentar o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de matar a esposa. A declaração foi dada durante agenda em Campos do Jordão e reforçou a expectativa por uma punição severa no caso.

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O chefe do Executivo destacou que as esferas administrativa e judicial são independentes e afirmou que o processo penal seguirá seu curso normalmente. “As instâncias são independentes. Você tem uma legislação que não pode ser vista de forma casuística. Ele vai agora sofrer o processo penal”, disse. Em seguida, o governador foi mais incisivo ao comentar o desfecho esperado. “Que a Justiça não vai deixar isso passar”, afirmou.

Governador defende punição severa

Em outro momento, Tarcísio defendeu que, caso haja condenação, o oficial perca o posto e a patente dentro da corporação. “O que a gente acha e espera é que tenha uma punição severa e que perca o posto, a patente”, disse. O governador também reforçou que a intenção é que o caso seja tratado com rigor diante da gravidade das acusações.

Aposentadoria de tenente-coronel

Apesar do posicionamento firme, a aposentadoria do tenente-coronel segue válida. A medida garante ao oficial um salário estimado em cerca de R$ 21 mil mensais, mesmo após sua prisão na terça-feira (18). A Secretaria de Segurança Pública ressaltou que a transferência para a reserva não interfere na responsabilização penal ou disciplinar do militar.

O caso segue em investigação e já teve o inquérito da Polícia Civil concluído, com encaminhamento à Justiça. Enquanto isso, o debate sobre a manutenção de benefícios a militares acusados de crimes graves continua ganhando força, especialmente diante da repercussão social e política gerada pelo episódio.