O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), manifestou apoio ao Pix nesta quinta-feira (2), em uma posição que acabou aproximando seu discurso do presidente Lula diante das críticas vindas dos Estados Unidos. O movimento chamou atenção por reunir adversários políticos em defesa de um dos sistemas financeiros mais populares do Brasil.
A reação ocorreu após a Casa Branca apontar o Pix como prejudicial a empresas americanas de cartões de crédito. O governo dos EUA sinalizou preocupação com o impacto do modelo brasileiro sobre gigantes do setor, o que elevou o tom do debate internacional.
Disputa política e narrativa sobre o Pix
Em publicação na rede social X, Flávio Bolsonaro atribuiu a criação do Pix ao governo de Jair Bolsonaro, classificando o sistema como um patrimônio nacional e um legado importante. Na mesma linha, ele acusou o PT de tentar se apropriar politicamente do tema.
O senador também criticou o atual governo ao sugerir que haveria intenção de taxar o Pix. Em suas declarações, ele afirmou que, durante a gestão anterior, o sistema operava sem cobrança de taxas ou impostos, além de mencionar que tentativas de tributação no passado não avançaram.
Reação internacional e tensão econômica
Antes disso, o PT havia associado Flávio Bolsonaro às críticas feitas por Donald Trump, insinuando alinhamento com interesses norte-americanos. O partido defendeu o Pix como um avanço tecnológico e destacou sua relevância para a soberania nacional e inclusão financeira.
Em relatório recente, o governo dos Estados Unidos argumentou que o Banco Central brasileiro concentra controle total sobre o Pix e poderia favorecer o sistema em detrimento de empresas estrangeiras. O documento também ressalta que instituições financeiras com grande número de contas são obrigadas a aderir à plataforma, o que, segundo os americanos, gera desequilíbrio competitivo.
