A missão Artemis II marcou um momento histórico ao levar astronautas novamente em direção à Lua após mais de meio século. Na quinta-feira (2), a nave Orion deixou a órbita terrestre após quase um dia de testes, iniciando sua jornada rumo ao satélite natural. Durante a manobra, que durou cerca de seis minutos, o impulso necessário foi gerado para seguir viagem.
Logo após o procedimento, o astronauta canadense Jeremy Hansen destacou que a humanidade voltou a demonstrar sua capacidade de realizar feitos extraordinários. A experiência também impactou a tripulação, com relatos de emoção intensa diante da visão do espaço.
Emoção no espaço e viagem sem retorno imediato
Durante transmissões ao vivo, os tripulantes descreveram imagens impressionantes da Terra iluminada e refletindo o brilho lunar. Christina Koch admitiu que nenhuma preparação seria suficiente para lidar com a emoção daquele momento único.
A missão se diferencia por não permitir retorno imediato após o impulso inicial. A nave precisa completar o trajeto até a órbita lunar para então iniciar o caminho de volta, em uma viagem que deve durar entre três e quatro dias até a Lua.
Objetivos ambiciosos e nova corrida espacial
Sem pousar na superfície, a Artemis II fará uma órbita ao redor da Lua, incluindo a passagem pelo lado oculto, antes de retornar à Terra. A trajetória permitirá que a tripulação alcance a maior distância já percorrida por humanos no espaço.
O projeto faz parte de um plano maior da Nasa para retomar a presença humana na Lua até 2028 e avançar rumo a Marte. Especialistas destacam a pressão sobre a agência, que enfrenta desafios orçamentários enquanto compete com países como a China, que também pretende chegar ao satélite até 2030.
