Pouco mais de duas décadas após o crime que vitimou Manfred e Marísia von Richthofen, Suzane von Richthofen, atualmente com 42 anos, revisitou sua trajetória em um documentário inédito. Na obra, que possui cerca de duas horas de duração, ela reconstrói os eventos sob sua própria perspectiva, abordando desde a infância até o planejamento do duplo homicídio ocorrido em 2002.
Atualmente cumprindo pena em regime aberto, Suzane utiliza o espaço para descrever o que classifica como um distanciamento emocional profundo dentro de sua residência, caracterizando o convívio com os pais como um ambiente de cobranças excessivas e silêncio.
Suzane fala sobre falta de afeto por parte dos pais
A narrativa apresentada no longa-metragem, que teve uma pré-estreia restrita em uma plataforma de streaming, foca na ausência de demonstrações de carinho no núcleo familiar. Segundo o relato de Suzane, o pai era uma figura distante e a mãe apresentava raros momentos de proximidade física.
Ela descreve que o foco da rotina era o desempenho acadêmico. “Não tinha demonstração de amor, nem deles pra gente, nem da gente pra eles“, narra a condenada pela morte dos pais. A parricida detalha ainda que ela e o irmão, Andreas, sentiam-se desassistidos emocionalmente, criando um universo particular para lidar com o isolamento doméstico.
Pós crime
No encerramento do depoimento, Suzane aborda o período que antecedeu o dia 31 de outubro de 2002, quando o casal foi vitimado em sua residência. Embora tenha sido condenada como mentora da ação, ela busca distanciar sua imagem da execução direta, afirmando. Ao ser questionada sobre ter realizado uma festa na mansão logo após a morte dos pais, Suzane declinou: “Não tinha a menor condição de fazer uma festa naquela casa. A casa estava com cheiro de sangue“. A produção audiovisual ainda não possui uma data de lançamento oficial para o grande público, mas se propõe a expor a visão da condenada sobre os fatores psicológicos e sociais que, segundo ela, culminaram no desfecho trágico da história familiar.
