Quatro homens armados invadiram uma república estudantil e fizeram sete alunos da USP reféns na madrugada de domingo (5). O crime ocorreu por volta das 4h, quando os suspeitos entraram no imóvel e agiram com ameaças constantes. Segundo relatos, a ação durou cerca de 2 horas e foi marcada por agressividade. Apesar da tensão, não houve registro de feridos graves entre as vítimas.
Durante o assalto, os estudantes foram rendidos e levados para um único dormitório. O estudante de direito Juan Brito, uma das primeiras vítimas, descreveu a ação do grupo: “Chegaram apontando a arma para mim, já pedindo senha. Eles me amarraram, me pediram para virar para a parede e botaram uma mordaça na minha boca”, relatou. “Nisso, eles saíram do meu quarto e continuaram procurando pela casa. Eles iam achando as pessoas e botando no meu quarto”, completou. Apesar da violência e das amarras, a Secretaria de Segurança confirmou que ninguém se feriu.
Roubo de eletrônicos e fuga dos suspeitos
Durante o crime, a quadrilha levou diversos itens, como celulares, notebooks, cartões e outros aparelhos eletrônicos. Imagens de câmeras da rua registraram a fuga dos suspeitos, que estavam encapuzados. Um deles utilizou a bicicleta de um morador, enquanto os demais deixaram o local a pé, carregando sacolas com os objetos roubados.
O caso foi registrado como roubo e está sendo investigado pela polícia, que tenta identificar os envolvidos por meio das imagens. Até o momento, ninguém foi preso e os bens não foram recuperados.
Medo e impacto entre os estudantes
Entre as vítimas está uma estudante que havia chegado à república no mesmo dia. Ela relatou que, no início, acreditou se tratar de uma brincadeira, mas logo percebeu a gravidade da situação ao ser ameaçada e obrigada a entregar seus pertences.
O episódio gerou insegurança entre moradores da região, conhecida pela concentração de estudantes. Além do prejuízo material, muitos relataram dificuldade para retomar a rotina após o trauma. A falta de respostas rápidas das autoridades também aumentou a preocupação na comunidade.
