O deputado federal Lindbergh Farias acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (6/4) solicitando a prisão preventiva de Eduardo Bolsonaro. A medida ocorre após declarações do ex-parlamentar sobre possíveis denúncias relacionadas ao processo eleitoral brasileiro envolvendo autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na avaliação do petista, as falas indicam que Eduardo mantém uma estratégia de pressionar instituições nacionais com apoio externo, agora direcionada diretamente ao sistema eleitoral. Ele sustentou que a postura demonstra continuidade de condutas que, segundo ele, colocam em risco o equilíbrio institucional.
STF é provocado a agir com firmeza
No pedido encaminhado ao STF, Lindbergh também solicitou medidas cautelares, além do envio do caso à Procuradoria-Geral da República (PGR) e à Polícia Federal (PF) para aprofundar as investigações. Em sua argumentação, ele afirmou que a situação exige uma resposta firme da Corte diante da gravidade do cenário apresentado.
O parlamentar ainda defendeu que não se pode permitir que um investigado utilize sua permanência no exterior como instrumento para atacar a soberania nacional, o Judiciário e o regime democrático, indicando preocupação com possíveis desdobramentos políticos e institucionais.
Declarações de Eduardo ampliam tensão
Em entrevista, Eduardo Bolsonaro indicou que pretende levar denúncias contra autoridades do TSE ao governo dos Estados Unidos, inclusive em tempo real. Segundo ele, a dinâmica atual permite comunicação imediata e acompanhamento constante dos acontecimentos, e sua intenção é agir sempre que considerar necessário.
O ex-deputado também apontou que, em sua visão, ministros do TSE adotaram critérios distintos ao julgar casos envolvendo Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro durante as eleições de 2022, o que reforça o clima de disputa política e jurídica em torno do tema.
