Artemis II: corpos dos astronautas sofrem reações ao pousar na Terra

Tripulação da Artemis II passa por situações na volta à Terra, que é programada e controlada.

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A volta à Terra após uma missão como a Artemis II exige muito do corpo humano, que precisa se readaptar rapidamente à gravidade após dias em microgravidade. No espaço, músculos e ossos são pouco exigidos, o que provoca perda de massa muscular e redução da densidade óssea. Diante disso, o corpo dos astronautas passa por diversas reações, mas que são todas programadas e controladas.

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Além disso, os fluidos corporais se deslocam para a parte superior do corpo, causando inchaço no rosto e alterações na pressão interna. Outro impacto importante ocorre no sistema vestibular, responsável pelo equilíbrio. Sem a referência da gravidade, o cérebro se desorienta, o que pode gerar tontura e dificuldade de percepção espacial.

Desafios para astronautas na volta à Terra

Durante a reentrada, o desafio se inverte: o corpo passa a sofrer forte pressão com forças de até quase quatro vezes a gravidade da Terra. Isso dificulta a circulação sanguínea, exige mais do coração e pode causar tontura, visão turva e sensação de desmaio.

Após o pouso, os efeitos continuam. Astronautas costumam ter dificuldade para ficar em pé, caminhar e manter o equilíbrio, além de apresentarem fraqueza e queda de pressão. Por isso, o resgate é feito com apoio médico imediato.

Recuperação pode levar dias ou semanas

A recuperação varia conforme a duração da missão, mas mesmo em viagens curtas, como a Artemis II, o corpo precisa de dias ou semanas para voltar ao normal. Esse processo é essencial para preparar futuras missões mais longas, como viagens a Marte.