Trump causa revolta ao se retratar como Jesus e recua após críticas até de aliados

Post polêmico gera acusações de blasfêmia e amplia tensão com líder religioso em meio à guerra no Irã.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou ao centro de uma controvérsia após compartilhar nas redes sociais uma imagem em que aparecia representado de forma semelhante a Jesus Cristo. A publicação foi apagada pouco tempo depois, diante da forte repercussão negativa, que incluiu críticas até mesmo de apoiadores e setores religiosos tradicionalmente alinhados ao ex-presidente.

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A montagem mostrava Trump vestindo roupas associadas à figura cristã, em uma cena que simulava um milagre de cura. Na imagem, ele aparecia tocando a cabeça de um homem enfermo, enquanto outras pessoas observavam com expressões de reverência, incluindo figuras como uma enfermeira, um soldado e civis em atitude de oração.

Reação negativa e acusações de blasfêmia

A repercussão foi imediata, com críticas vindas de veículos religiosos e figuras públicas que costumam apoiar Trump. Muitos interpretaram a publicação como inadequada e desrespeitosa, classificando-a como uma possível blasfêmia, o que intensificou a pressão para a remoção do conteúdo.

O episódio ocorreu pouco depois de Trump também criticar publicamente o papa Leão XIV. Na ocasião, ele teria classificado o pontífice como fraco no combate ao crime e ineficaz na condução da política externa, em meio a divergências relacionadas ao posicionamento do líder religioso sobre conflitos internacionais.

Guerra no Irã amplia contexto de tensão

O papa Leão XIV vem condenando de forma recorrente a guerra no Irã, descrevendo o conflito como responsável por uma violência considerada extrema e desumana. O cenário internacional tem contribuído para aumentar a sensibilidade em torno de declarações políticas e religiosas.

Dados divulgados pelo diretor do Instituto de Medicina Legal do Irã, Abbas Masjedi, indicam que milhares de pessoas morreram desde o início dos bombardeios atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. Segundo as informações, o número de vítimas inclui centenas de crianças, o que reforça a gravidade da situação e amplia o debate global.