O caso da morte da ajudante-geral Thawanna Salmázi, de 31 anos, ganhou novos desdobramentos nesta segunda-feira (13), após o depoimento de seu companheiro à Ouvidoria das Polícias. O episódio, ocorrido em Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo, segue sob investigação e levanta questionamentos sobre a atuação policial no momento do ocorrido.
Segundo Luciano Gonçalves dos Santos, ele tentou prestar socorro à esposa logo após o disparo, mas foi impedido pelos policiais presentes. O relato trouxe à tona uma possível falha grave no atendimento inicial, que pode ter contribuído para o agravamento do quadro da vítima.
Marido de Thawanna desabafou
Em seu depoimento, Luciano descreveu a situação com indignação. “Fui impedido inúmeras vezes. Não me deixaram socorrer minha esposa. Fui oprimido pelos policiais naquela noite. Foi um ato de crueldade. Eles impediram de socorrer minha mulher”, afirmou. A declaração reforça a gravidade das acusações.
Imagens de câmera corporal mostram que houve um intervalo significativo entre o disparo e a chegada do resgate. Apesar dos pedidos feitos pelos próprios policiais, a ambulância demorou cerca de 30 minutos para chegar ao local, tempo considerado elevado diante da gravidade da situação.
Morte de Thawanna é investigada e Corregedoria acompanha
A Polícia Civil e a Corregedoria acompanham o caso, enquanto especialistas apontam que a demora no atendimento pode ter sido determinante para o desfecho. A investigação busca esclarecer responsabilidades e avaliar possíveis falhas no protocolo adotado durante a ocorrência.
