O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou apoio ao pontífice católico nesta quarta-feira (15), enviando sua mais profunda solidariedade ao religioso. A menção a Lula e papa Leão XIV ocorreu na 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em vídeo, o chefe do Executivo ressaltou que o pontífice é atacado por poderosos. O posicionamento acontece após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proferir críticas contra a autoridade do Vaticano.
O atrito começou no domingo (12), quando o norte-americano declarou que o religioso deveria parar de ceder à esquerda radical. Trump ampliou as ofensivas, chamando o pontífice de fraco no combate ao crime e péssimo em política externa. O líder católico usou uma passagem bíblica, afirmando que “(Jesus) não escuta as orações daqueles que fazem guerras, mas as rejeita, dizendo: ‘Ainda que façais muitas orações, não ouvirei: as vossas mãos estão cheias de sangue‘”. Trump rebateu afirmando que o Irã tirou a vida de milhares de manifestantes.
Relação entre Lula, papa Leão XIV e a CNBB
Na mensagem aos bispos, o mandatário brasileiro destacou que figuras dedicadas à paz enfrentam resistência. Ele manifestou respeito e admiração por uma instituição que, nos momentos mais dolorosos da nossa história recente, esteve na linha de frente em defesa da democracia. O petista relembrou que “A CNBB enfrentou a ditadura, defendeu os perseguidos pelo regime militar, apoiou as greves dos trabalhadores urbanos e a luta dos trabalhadores rurais pela posse da terra“.
O discurso celebrou “os 200 anos das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé”. O político enfatizou que as ações sociais da Igreja permanecem como referência na construção de políticas públicas e de inclusão social. O vídeo conectou o tema da Campanha da Fraternidade, “Moradia e Fraternidade”, às diretrizes do governo federal, especificamente o programa Minha Casa, Minha Vida.
Investimentos no Minha Casa, Minha Vida e Estado laico
Alinhado ao tema habitacional, o governo confirmou um novo repasse. Com o ministro das Cidades, Vladimir Lima, foi anunciado um aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social, elevando o orçamento do programa de habitação para R$ 200 bilhões. Ao finalizar a participação no encontro católico, o presidente reforçou as diretrizes constitucionais. O pronunciamento terminou com a frase: “Quero terminar reafirmando o nosso compromisso com o Estado laico e a garantia plena de liberdade religiosa“.

