A brasileira Célia Maria Cassiano deixou uma mensagem marcante antes de morrer na quarta-feira (15), na Suíça, onde realizou o procedimento de suicídio assistido. Diagnosticada com uma doença incurável, ela decidiu compartilhar publicamente sua escolha e fez um apelo que rapidamente repercutiu nas redes sociais e reacendeu o debate sobre o tema no Brasil.
Aos 67 anos, Célia enfrentava uma doença neurodegenerativa que comprometia seus movimentos, mas mantinha sua consciência preservada. Com a progressão do quadro, tarefas simples passaram a exigir ajuda constante, o que, segundo ela, afetava diretamente sua dignidade e qualidade de vida.
Últimas declarações da brasileira
Nos dias que antecederam o procedimento, ela chegou a relatar sua rotina e o impacto da perda de autonomia. A brasileira explicou que dependia de várias pessoas para atividades básicas, como ir ao banheiro, por exemplo, o que reforçou sua decisão de buscar uma alternativa fora do país.
Antes de morrer, Célia deixou uma mensagem direta sobre sua escolha e o direito de decidir sobre o próprio fim. “Lutem por esse direito no Brasil. Não é uma obrigação. É uma escolha”, disse a mulher, que sofria com as perdas de movimento.
Brasil não permite procedimento
A declaração final ganhou repercussão e trouxe à tona discussões sobre legislação, autonomia e dignidade no fim da vida. Atualmente, o Brasil não permite nenhum tipo de morte assistida, o que faz com que casos como o de Célia continuem sendo exceções viabilizadas apenas no exterior.

