Justiça? Policial militar que tirou a vida de mulher na zona leste de SP recebe promoção

A agente de segurança estava em fase de estágio quando o disparo atingiu Thawanna Salmázio em Cidade Tiradentes.

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A PM Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, recebeu a promoção de estagiária para soldado duas semanas após efetuar um disparo que tirou a vida de Thawanna Salmázio. A oficialização da mudança de patente saiu no Diário Oficial do Estado de São Paulo na sexta-feira (17). A agente encontra-se afastada das ruas enquanto o episódio é investigado pela Corregedoria e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

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O fato ocorreu no início de abril, em Cidade Tiradentes, zona leste da capital paulista. Conforme os registros, a viatura trafegava pela Rua Edimundo Audran quando o retrovisor encostou no braço de Luciano Gonçalvez dos Santos, companheiro da vítima. O condutor do automóvel parou, deu marcha à ré e repreendeu o homem. O morador respondeu utilizando o termo “Steve”, gíria interna comum entre os agentes.

Abordagem da policial militar Yasmin Cursino Ferreira

A situação evoluiu quando Thawanna tentou intervir no diálogo. A mulher se aproximou e declarou: “Não, não, com todo o respeito, vocês que bateram em nós”. Na sequência, a PM Yasmin Cursino Ferreira desceu do veículo. Imagens da câmera corporal de outro integrante da equipe mostram a vítima pedindo para que a agente não apontasse o dedo. Logo depois, ocorreu o disparo que atingiu a moradora, que recebeu socorro, mas faleceu.

A autora do disparo não utilizava câmera individual no momento da ocorrência. Ela estava na fase de estágio supervisionado, com três meses de experiência no patrulhamento de rua e pouco mais de um ano de corporação. Após o ocorrido, o motorista da viatura tentou prestar socorro até a chegada do resgate, por volta das 3h30, momento em que os dois agentes deixaram o local em outro carro oficial.

Investigação sobre a PM Yasmin Cursino Ferreira em São Paulo

Familiares de Thawanna contestam a versão dos agentes e declaram que não existiu agressão que justificasse o uso da arma. A vítima trabalhava como ajudante-geral e era mãe de cinco filhos, com idades entre 5 e 16 anos. A Secretaria da Segurança Pública confirmou o afastamento dos envolvidos do serviço operacional para a apuração dos fatos nas esferas administrativa e criminal, com acompanhamento do Ministério Público.