A Polícia Civil do Rio Grande do Sul finalizou o inquérito referente ao caso da família desaparecida no RS, especificamente na cidade de Cachoeirinha, Região Metropolitana de Porto Alegre. O procedimento investigatório determinou o falecimento de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e de seus pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, de 70 anos. O grupo familiar foi visto pela última vez no final de janeiro de 2026, e o principal suspeito apontado pelas autoridades é o ex-marido de Silvana, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, que se encontra em prisão preventiva desde fevereiro.
A motivação para o crime estaria relacionada a conflitos judiciais envolvendo a guarda do filho do ex-casal, uma criança de nove anos. Os investigadores identificaram registros documentais que indicam a tensão existente entre as partes antes do sumiço. O delegado responsável pela condução do inquérito destacou o cenário de atrito prévio. “Ela relatava dificuldades e disse que procuraria um advogado para tomar medidas sobre a guarda da criança”, afirmou a autoridade policial responsável pela apuração dos fatos.
O que aconteceu com a família desaparecida no RS e o suspeito Cristiano Domingues Francisco
O relatório policial, composto por aproximadamente 20 mil páginas, detalha que o suspeito elaborou uma estratégia para despistar os agentes de segurança e os parentes das vítimas. As diligências apontam que houve a simulação de um acidente de trânsito na tentativa de justificar a ausência de Silvana, que supostamente viajava para Gramado. Além disso, o dispositivo celular da mulher foi utilizado para o envio de mensagens e publicações em redes sociais, com o objetivo de criar a falsa impressão de que ela continuava viva após a data do desaparecimento.
A apuração também identificou a manipulação de dados e a exclusão de provas no ambiente digital. Diante dos elementos coletados, a Polícia Civil indiciou outras cinco pessoas por suspeita de participação nas ações ilícitas, incluindo a atual esposa do policial militar, a mãe dele, o irmão, a sogra e um amigo. O grupo teria prestado auxílio na ocultação de evidências, dificultando o andamento das buscas oficiais. A defesa do principal investigado comunicou que aguarda o recebimento formal do documento para emitir um posicionamento legal.
Buscas pelos corpos em Cachoeirinha e desfecho do inquérito da Polícia Civil

Apesar da conclusão do inquérito e do indiciamento dos envolvidos, os corpos das três vítimas ainda não foram localizados pelas equipes de busca. As autoridades policiais consideraram que o conjunto probatório reunido ao longo dos 80 dias de apuração é suficiente para comprovar a materialidade e a autoria dos crimes, mesmo sem a presença física das vítimas. O procedimento investigatório foi encaminhado para análise do Poder Judiciário, que dará prosseguimento aos trâmites legais cabíveis para o julgamento dos indiciados.

