Lula provoca ao pedir Nobel da Paz para Trump: ‘Aí, o mundo vai viver em paz’

Presidente brasileiro criticou a ineficácia do Conselho de Segurança da ONU e cumpriu agenda diplomática em Lisboa.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou as recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a respeito do Prêmio Nobel da Paz. Durante uma entrevista à imprensa concedida em Portugal, o chefe do Executivo brasileiro abordou a atual quantidade de conflitos globais e defendeu uma reformulação estrutural no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

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Ao avaliar o cenário internacional, o político cobrou a existência de entidades globais mais efetivas na resolução de impasses. “Não é possível que você não tenha nenhuma instituição capaz de contemporizar, harmonizar e acabar com as quantidades de guerras que nós temos no mundo hoje”, disse.

Lula sugere Nobel da Paz para Trump em tom de ironia

Para concluir seu raciocínio sobre as falas do republicano, o mandatário brasileiro utilizou um tom irônico ao sugerir que a entrega da honraria poderia ser a solução definitiva para os embates internacionais. “Então, é importante que a gente dê logo um Prêmio Nobel para o presidente Trump para não ter mais guerra. Aí, o mundo vai viver em paz tranquilamente”, ironizou. Além das declarações sobre a política externa estadunidense, a passagem pela Europa incluiu compromissos oficiais com autoridades locais.

Em Lisboa, a agenda oficial contou com um encontro com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, e com o recém-empossado presidente do país, António José Seguro. Um dos temas centrais das reuniões bilaterais foi a nova legislação imigratória portuguesa, implementada em outubro do ano anterior. As regras recentes tornaram o processo mais rígido para estrangeiros, extinguindo o mecanismo de manifestação de interesse e passando a exigir a emissão de visto prévio antes da entrada no território europeu.

Impacto das regras de imigração em Portugal debatidas por Lula

A alteração na lei também ampliou para sete anos o período de residência necessário para que cidadãos brasileiros possam solicitar a cidadania portuguesa, além de estabelecer diretrizes que facilitam os processos de deportação. A visita ao território português marca a etapa final de uma viagem diplomática que teve início na semana anterior. Antes de chegar a Lisboa, o presidente brasileiro também cumpriu agendas oficiais na Espanha e na Alemanha, com o retorno ao Brasil programado para a terça-feira.