A defesa de Monique Medeiros, ré no caso da morte de Henry Borel, apresentou um novo pedido à Justiça que chamou atenção ao envolver um elemento inusitado: seu gato de estimação. A solicitação foi feita após o retorno da professora ao sistema prisional do Rio de Janeiro, determinado pelo Supremo Tribunal Federal.
Segundo os advogados, Monique quer autorização para levar o gato, chamado Hércules, para dentro da penitenciária onde está detida. O animal teria sido adotado durante uma passagem anterior pela prisão e, desde então, desenvolvido um forte vínculo com a acusada.
Vínculo emocional com o animal
A defesa sustenta que a presença do gato seria para o bem-estar emocional de Monique, que atualmente cumpre prisão em cela individual. De acordo com os advogados, o isolamento e as condições do ambiente tornam o convívio com o animal uma forma de amenizar a solidão enfrentada no cárcere.
Hércules, que tem mais de três anos, teria se aproximado da ré ainda dentro da unidade prisional e passou a acompanhá-la com frequência, inclusive dormindo na mesma cama. Quando Monique chegou a ser solta temporariamente, em março, levou o gato para sua casa.
Atualmente, a defesa aguarda uma resposta da administração da penitenciária. Caso o pedido seja negado, os advogados afirmam que pretendem recorrer à Justiça para tentar garantir que o animal possa permanecer com a detenta durante o período de prisão.
Caso segue em julgamento
Monique Medeiros voltou à prisão após decisão do STF que restabeleceu sua prisão preventiva, considerando riscos ao andamento do processo. Ela é acusada de homicídio por omissão na morte do filho, Henry Borel, ocorrida em 2021 e que gerou grande repercussão nacional.
O julgamento do caso está previsto para ocorrer nas próximas semanas, e também envolve o ex-vereador Jairinho, apontado como autor das agressões contra a criança. Enquanto aguarda a decisão da Justiça, a solicitação envolvendo o gato Hércules se torna mais um capítulo curioso em um dos casos mais marcantes do país.

