A rotina da Polícia Militar do Distrito Federal no monitoramento da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro tem registrado situações imprevistas. A vigilância, realizada em um condomínio no Jardim Botânico, envolve a convivência com os animais da família. Durante os turnos, os profissionais relataram episódios em que foram mordidos por um cão caramelo de Bolsonaro que vive na propriedade.
Os militares ficam posicionados nas áreas externas do imóvel, dividindo o espaço com o Gabinete de Segurança Institucional. Dois cachorros sem raça definida transitam soltos pelo terreno e já investiram contra os policiais em duas ocasiões distintas. O fato de os animais não ficarem presos dificulta a movimentação das equipes e exige um estado de atenção contínuo dos trabalhadores escalados para a função.
Ataques de cão caramelo na prisão domiciliar de Jair Bolsonaro
Além da presença dos animais, a operação esbarra em limitações de infraestrutura. Os profissionais não possuem local apropriado para descanso, contando com acesso restrito a um banheiro localizado nos fundos da casa. Sem abrigo adequado, a equipe aguarda nas áreas abertas.
O esquema exige que os policiais cumpram protocolos rígidos, como a apresentação formal ao tenente responsável pela equipe. O político cumpre a medida desde 27 de março, após receber alta médica. Por determinação do Supremo Tribunal Federal, ele segue diretrizes rigorosas por 90 dias, incluindo a proibição de receber visitas e de usar celulares, sob a justificativa de evitar risco de sepse e controle de infecções.
Regras do STF para a prisão domiciliar de Bolsonaro no DF
A residência é ocupada atualmente também por Michelle Bolsonaro, a filha Laura e a enteada Letícia Firmino. A restrição de liberdade ocorre após a condenação pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de reclusão. A sentença refere-se às investigações sobre articulações políticas após o pleito eleitoral de 2022, que terminou com a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

