O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês nesta sexta-feira (24), em São Paulo, após passar por procedimentos considerados simples. A equipe médica realizou a cauterização de uma lesão no couro cabeludo, chamada queratose, e também uma infiltração no punho para tratar uma tendinite no polegar direito. Sem intercorrências, ele deve retomar a agenda normalmente na segunda-feira (27).
A queratose tratada é uma alteração na pele que provoca o espessamento da camada mais externa. Esse tipo de lesão não é único, pode ter diferentes formas e causas, o que exige avaliação médica para identificar o risco real em cada caso. Em pessoas mais velhas, principalmente homens, a atenção precisa ser maior, já que algumas variações podem evoluir para câncer de pele.
Tipos de queratose e sinais de alerta
A condição costuma ser dividida em três tipos principais: pilar, seborreica e actínica. A região do couro cabeludo, especialmente no topo da cabeça, é mais vulnerável em pessoas que tiveram muita exposição ao sol ao longo da vida. Isso se agrava em quem tem pouco cabelo ou fios brancos, que oferecem menor proteção contra a radiação ultravioleta. Com o tempo, esse dano acumulado pode levar ao surgimento de lesões e, em alguns casos, evoluir para tumores.
A queratose seborreica, por outro lado, é mais comum e geralmente benigna. Ela costuma ter aparência escura, textura áspera e pode surgir tanto em áreas expostas quanto cobertas do corpo. Apesar de não ser cancerígena, pode sofrer irritações ou traumas dependendo da localização.
Já a queratose actínica exige mais cuidado. Ela é considerada uma lesão pré-cancerígena, ou seja, pode desaparecer sozinha, permanecer estável ou evoluir para câncer de pele. Como não dá para prever o comportamento, a recomendação médica é tratar sempre que identificada.
Risco no couro cabeludo e monitoramento
O couro cabeludo, especialmente na parte superior da cabeça, é uma área sensível para o desenvolvimento de câncer de pele. Quando surgem lesões com dor, crescimento ou alterações, pode ser necessário fazer uma biópsia para investigar a presença de células tumorais.
Nessa região, um dos tipos mais comuns é o carcinoma epidermoide, que pode ter comportamento mais agressivo. Em casos mais avançados, ele pode atingir tecidos mais profundos, inclusive estruturas próximas ao crânio. A dor persistente no local é um dos sinais de alerta que indicam possível agravamento.
A avaliação e o tratamento precoce são fundamentais para evitar complicações. No caso de Lula, o procedimento foi preventivo e não houve sinais de evolução mais grave, o que permitiu alta rápida e retorno às atividades em poucos dias.

