O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a Brasília no domingo (26) depois de receber alta hospitalar em São Paulo e já entra numa das semanas mais pesadas do ano no Congresso. Liberado pela equipe médica após procedimentos no couro cabeludo e no punho, o petista retoma a agenda no Palácio do Planalto sem restrições.
A previsão é de articulação forte com lideranças políticas para segurar a base aliada e tentar evitar derrotas em pautas que mexem direto com a imagem do governo. A semana concentra três frentes embaralhadas que podem virar dor de cabeça em poucos dias.
O que pesa no calendário de Lula no Congresso
O ponto de maior atenção é a sabatina de Jorge Messias, indicado para o Supremo Tribunal Federal. A análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado está marcada para quarta (29), com chance de votação no plenário no mesmo dia. A indicação encontra resistência entre parlamentares, e o governo trabalha para costurar o apoio que ainda falta.
Outro round duro chega na quinta (30), quando o Congresso deve analisar o veto de Lula ao projeto que trata da dosimetria das penas ligadas aos atos de 8 de janeiro. A oposição afirma ter votos para derrubar a decisão, o que seria uma derrota política direta para o Planalto logo no início da semana.
Câmara, escala 6×1 e a agenda paralela do governo Lula
Na Câmara dos Deputados, o foco fica na instalação da comissão especial que vai discutir o fim da escala 6×1, proposta vista como sensível por setores econômicos. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), tenta acelerar a tramitação. Em paralelo, o petista cumpre nesta segunda (27) compromissos por videoconferência a partir do Palácio da Alvorada, com participações em evento sobre agricultura familiar e na inauguração de um centro de radioterapia em Presidente Prudente (SP).

