Ciro Gomes joga nome do PSDB na disputa pelo governo de SP e mexe com Tarcísio e Haddad

Ex-governador do Ceará apontou Paulo Serra como alternativa direta ao confronto entre Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad em 2026.

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Ciro Gomes resolveu mexer no tabuleiro político de São Paulo e cravou o nome do PSDB que considera capaz de furar a polarização nas eleições de 2026. Em agenda no sábado (25), na capital paulista, o ex-governador do Ceará apontou Paulo Serra (PSDB), ex-prefeito de Santo André, como peça central pra disputa pelo governo do estado.

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O encontro reuniu pré-candidatos à Assembleia Legislativa de São Paulo e à Câmara dos Deputados em um evento no Clube Juventus, na Mooca. Tucanos discutiram alinhamento estratégico do partido e ouviram o recado do presidenciável sobre a importância de ter um nome próprio na corrida estadual.

Por que Ciro Gomes aposta em Paulo Serra para o governo de São Paulo

No discurso, Ciro tratou Paulo Serra como rota de fuga ao embate entre o atual governador Tarcísio de Freitas, cotado pra reeleição, e o ex-ministro Fernando Haddad, que aparece como o nome forte da oposição. “Está pronto para qualquer tarefa. O Paulo é uma tentativa de rebeldia que todo mundo passará a pensar”, declarou o ex-governador. O ex-senador José Aníbal seguiu na mesma linha e elogiou a articulação do tucano dentro do estado.

Paulo Serra, presidente estadual do PSDB e vice-presidente nacional da sigla, evitou cravar candidatura, mas avisou que vai bater o martelo em breve. “Aprendi uma coisa: em time que ganha não se mexe, e foi assim com o Gilvan (prefeito de Santo André); então, vou anunciar o meu caminho até o fim de maio”, afirmou. A decisão é aguardada por aliados que querem largar a campanha com nome definido.

Ciro Gomes ainda avalia futuro político após eleição de 2022

Questionado sobre o próprio futuro, Ciro Gomes admitiu que pesa contra concorrer de novo à Presidência. Ele lembrou o desempenho de 2022, quando ficou atrás de Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, e classificou o resultado em seu estado de origem como uma humilhação profunda. Mesmo assim, não fechou as portas pra uma nova candidatura e disse que define o caminho até a segunda quinzena de maio.