Flávio Bolsonaro mira em irmãos para cargos no Planalto e nome de Eduardo joga na crise

Articulação interna já desenha o time da família para o centro do poder, mas um dos nomes virou problema antes da hora.

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Flávio Bolsonaro já começou a desenhar nos bastidores o time que pretende levar ao Planalto caso vença a corrida presidencial. O senador e pré-candidato do PL é quem está conduzindo as conversas e os primeiros nomes em estudo vêm de dentro de casa, da própria família. A movimentação ainda é tratada como cenário preliminar, mas confirma a estratégia de manter o núcleo de confiança colado nele.

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O principal cotado é o irmão Carlos Bolsonaro. Segundo interlocutores, Carlos é visto como nome forte para comandar a Secretaria de Comunicação Social (Secom) ou a Secretaria-Geral da Presidência. Os dois cargos são considerados centrais na articulação política e no controle da máquina de comunicação institucional do governo, o que dá a ele protagonismo direto no dia a dia do Planalto.

Carlos Bolsonaro pode entrar no Planalto mesmo sem disputar o Senado

A chegada de Carlos ao governo não dependeria de uma eleição. Ele é cogitado para concorrer ao Senado por Santa Catarina, mas, mesmo se ficar fora do pleito, a ideia é encaixá-lo no time do irmão. A indicação seria sustentada pela proximidade política, pela confiança absoluta e pelo histórico dele no comando das redes sociais e da comunicação digital da família nos últimos anos.

O outro nome levantado nas conversas iniciais foi o do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, atualmente nos Estados Unidos. Eduardo chegou a ser ventilado para o cargo de ministro das Relações Exteriores, comando do Itamaraty. A hipótese, no entanto, gerou reação negativa em setores da classe política e do empresariado, que enxergaram risco de desgaste imediato com parceiros internacionais.

Resistência fez Flávio Bolsonaro recuar de Eduardo no Itamaraty

Diante da repercussão, aliados de Flávio Bolsonaro indicam que ele já recuou da ideia de levar Eduardo para o Itamaraty e não pretende mais bater nessa tecla. A leitura interna é que o custo político do nome seria alto demais e poderia atrapalhar o próprio projeto presidencial. A definição completa da equipe ministerial só deve ganhar contorno mais claro nos próximos meses, conforme o cenário eleitoral avançar.