Ex-PCC abre o jogo sobre Oruam, aponta esquema dentro do CV e cobra ação da polícia

Em entrevista, ele afirma saber onde o funkeiro está agora e diz que peso do nome dele dentro da facção é grande.

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Um ex-integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) fez uma série de declarações pesadas contra o funkeiro Oruam e levantou suspeitas sobre a relação do artista com o crime organizado. Frank Williams, conhecido por já ter feito parte da estrutura do PCC, falou em entrevista exclusiva ao Bacci Notícias e cobrou que as autoridades aprofundem a apuração sobre o cantor, indo além do que já foi divulgado.

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Na conversa, Frank afirmou ter informações sobre o paradeiro atual do funkeiro. Segundo ele, Oruam estaria no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, sob proteção de um integrante conhecido como Doca. “Oruam, até onde eu tenho informação, ele tinha fugido para o Nordeste e voltou para o Complexo da Penha. Muita gente acha que ele não está no Complexo da Penha, mas ele está lá”, disse o entrevistado.

Ex-PCC cobra investigação ampla sobre Oruam e o Comando Vermelho

Frank também questionou a forma como as autoridades vêm tratando o caso e defendeu que a investigação não fique restrita ao crime de lavagem de dinheiro, do qual Oruam já é alvo. Para ele, o foco precisa ser maior. “E o Oruam tinha que ser investigado não só por lavagem de dinheiro, mas também pelo crime organizado em geral. Porque dentro do Comando Vermelho, a voz do Oruam tem peso”, declarou o ex-integrante do PCC.

A suposta influência do funkeiro dentro da facção, segundo Frank, estaria diretamente ligada à origem familiar dele. Oruam é filho de Marcinho VP, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho e atualmente preso por crimes como tráfico e homicídios. “Ele é o número 1. Ele é filho do número 1, cara. Ele mesmo fala nas letras dele que ele é filho do dono”, afirmou.

Frank classifica Oruam como alguém de alta periculosidade

No encerramento da entrevista, Frank classificou Oruam como alguém de alta periculosidade e voltou a cobrar uma postura mais firme das autoridades brasileiras. “É um cara que é muito perigoso. Porque além de ter o lavagem de dinheiro, todos os esquemas dele ali, ele tem uma autonomia dentro do Comando Vermelho. A palavra dele tem autonomia dentro do Comando Vermelho”, concluiu o ex-integrante do PCC durante a conversa.