A morte da pequena Maria Clara Aguirre Lisboa, de cinco anos, em Itapetininga, ganhou novos desdobramentos após a divulgação de informações do laudo pericial que indicam uma circunstância ainda mais cruel. A presença de terra nas vias respiratórias da criança sugere que ela pode ter sido enterrada viva, o que mudou o rumo da investigação e aprofundou a gravidade do caso.
Inicialmente tratado como um homicídio seguido de ocultação de cadáver, o crime passou a ser analisado com ainda mais rigor após a constatação de que a vítima apresentava sinais de que ainda respirava no momento em que foi soterrada. Além disso, o exame apontou traumatismo craniano, indicando que a menina já havia sido agredida antes da morte.
Suspeitos confessaram o crime
Os responsáveis pelo crime, Luiza Aguirre Barbosa da Silva e Rodrigo Ribeiro Machado, confessaram o assassinato após serem localizados pela polícia. Segundo as autoridades, o casal revelou ter escondido o corpo no quintal da casa, cobrindo a cova com concreto para evitar que o crime fosse descoberto.
A cronologia do caso mostra que o desaparecimento da menina foi percebido semanas antes da descoberta do corpo. A avó paterna chegou a procurar o Conselho Tutelar, que já monitorava a família devido a denúncias anteriores envolvendo ameaças e possível violência doméstica. O desaparecimento foi oficialmente registrado no dia 8 de outubro de 2025, poucos dias antes da localização do corpo.
Audiência de instrução está marcada
A nova revelação traz uma reviravolta dolorosa e intensifica a comoção em torno do caso, considerado um dos mais brutais da região nos últimos anos. A expectativa agora gira em torno da audiência marcada para o dia 19 de maio, que deve definir os próximos passos judiciais e se os acusados serão levados a julgamento pelo Tribunal do Júri.

