A Justiça deve decidir nos próximos dias se Luiza Aguirre Barbosa da Silva e Rodrigo Ribeiro Machado irão a júri popular pela morte da menina Maria Clara Aguirre Lisboa, de cinco anos, em Itapetininga. A audiência de instrução está marcada para o dia 19 de maio e será decisiva para o andamento do processo.
O caso ganhou novos elementos após a divulgação do laudo do Instituto Médico Legal, que confirmou que a causa da morte foi asfixia mecânica por soterramento. O documento também revelou a presença de terra na traqueia da vítima, indicando que ela ainda estava viva no momento em que foi enterrada, o que agrava ainda mais a acusação.
Corpo foi localizado dias depois do crime
A investigação aponta que o crime ocorreu no fim de setembro, mas o corpo só foi localizado no dia 14 de outubro, já em estado avançado de decomposição. Segundo a perícia, o cadáver foi ocultado cerca de dois dias após o assassinato, em uma cova rasa no quintal da casa onde a criança vivia.
Suspeitos confessaram o crime
Durante o interrogatório, os dois suspeitos confessaram o crime. A Polícia Civil também destacou que havia histórico de agressões contra a menina, que, segundo o delegado responsável pelo caso, sofria violência física e psicológica dentro de casa. O padrasto, inclusive, já possuía antecedentes criminais.
Com base nas provas reunidas, o Ministério Público deve sustentar a acusação de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A decisão sobre o envio do caso ao Tribunal do Júri será fundamental para definir o futuro do processo e pode representar o início de uma nova etapa na busca por justiça para a criança.

