Polícia descarta intoxicação, versão da mãe não bate e caso de menino de 5 anos toma outro rumo

Após dar entrada no hospital com sinais incompatíveis com a explicação inicial, criança morreu e investigação mudou de direção.

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A morte de Artur Viana Rodrigues, de cinco anos, está sendo investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais. O caso ganhou novo rumo depois que a equipe médica desconfiou das lesões no corpo da criança e questionou a versão apresentada pela mãe. Inicialmente, ela disse que o filho teria passado mal por ter comido carne estragada.

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De acordo com o delegado Willian Araújo, o menino chegou na unidade de saúde por volta das 23h do último domingo (26), já com sinais graves e que não se encaixavam na explicação dada pela mãe. A hipótese de intoxicação alimentar foi praticamente descartada nas primeiras análises. Hematomas no rosto e escoriações no abdômen reforçaram a suspeita de violência.

Polícia Civil aponta indícios de agressão no caso de Artur Viana

Segundo a investigação, Artur vivia em ambiente marcado por agressões físicas e psicológicas. Testemunhas relataram à polícia que era comum ouvir a criança chorando dentro de casa e que ela sofria violência frequente. O delegado afirmou: “Temos convicção de que a criança não faleceu por causas naturais, intoxicação ou queda da própria altura, ela foi agredida”.

A mãe, de 27 anos, sustentou que o filho passou mal depois de comer carne estragada e que as lesões teriam vindo de uma queda de bicicleta no caminho para o hospital. A polícia considera as duas versões inconsistentes. Outro ponto que chamou atenção foi o intervalo de mais de dez horas entre o suposto início dos sintomas e o socorro médico. A mulher possui registros anteriores por furto, ameaça e violência contra criança e adolescente.

O que a necropsia preliminar diz sobre o caso de Artur Viana

O laudo preliminar apontou choque séptico secundário ao abdome agudo como causa do quadro. Para a polícia, a situação pode ter sido provocada por trauma ou agressão. O laudo definitivo ainda está em fase de elaboração e deve esclarecer as circunstâncias exatas. Revoltada com o caso, a população chegou a depredar a casa da família, e os pais deixaram o local. A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas e juntando provas para concluir o inquérito.