Quaest entrega primeiro número da disputa pelo governo e nome na frente dispara

Levantamento divulgado nesta quarta-feira (29) avaliou intenções de voto e desenhou o cenário inicial para o pleito de 2026.

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A primeira pesquisa Quaest sobre a corrida ao governo paulista em 2026 foi divulgada nesta quarta-feira (29) e mostrou um cenário ainda inicial, mas com vantagem expressiva do atual chefe do Executivo estadual. O atual governador, Tarcísio de Freitas (Tarcísio), do Republicanos, aparece à frente do ex-prefeito Fernando Haddad (Haddad), do PT, em todos os cenários testados pelo instituto, com folga no primeiro turno.

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No primeiro recorte da sondagem, Tarcísio chegou a 38% das intenções de voto. Haddad ficou com 26% e ocupou a segunda posição no levantamento. Atrás dos dois apareceram Kim Kataguiri (Kim), do Missão, e Paulo Serra (Paulo), do PSDB, ambos com 5%. Os indecisos somaram 13%, e o mesmo percentual ficou com brancos, nulos ou eleitores que não pretendem votar.

Como a pesquisa Quaest avaliou o eleitorado e a margem da disputa

O estudo foi contratado pelo Banco Genial e ouviu 1.650 eleitores entre os dias 23 e 27 de abril. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%. O registro consta no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo SP-03583/2026, conforme exigem as normas eleitorais para divulgação desse tipo de levantamento ao público.

Em uma simulação de segundo turno entre os dois favoritos, Tarcísio aparece com 49% das intenções de voto, enquanto Haddad registra 32%. Outros 8% se declararam indecisos, e 11% afirmaram que pretendem votar em branco, anular ou não comparecer às urnas. Sobre o grau de convicção, 48% disseram já ter decisão consolidada, e 51% afirmaram que ainda podem mudar até o avanço da campanha.

Recorte por gênero e idade favorece Tarcísio na largada para 2026

O recorte demográfico mostra diferenças relevantes no perfil dos pré-candidatos. Tarcísio tem desempenho mais forte entre os homens, com 44% das intenções, e entre eleitores de meia-idade, com 43% na faixa de 35 a 59 anos. Haddad concentra apoio entre as mulheres, com 30%, e cresce no eleitorado com 60 anos ou mais, chegando a 33% nesse recorte, quadro que o petista mira ampliar nos próximos meses.