Usuários do transporte público em São Paulo passaram a relatar uma nova tática de furto que vem chamando atenção pela rapidez e frieza. Conhecido como “golpe do vômito”, o método consiste em sujar a vítima com uma substância pastosa e, em meio ao susto, um criminoso se oferece para ajudar na limpeza enquanto um comparsa aproveita a distração para furtar o celular. O influenciador Guilherme Giaretta foi uma das vítimas e descreveu o momento de confusão. Segundo ele, o suspeito falava em espanhol e insistia que uma criança havia passado mal.
Outras vítimas relataram situações semelhantes em diferentes regiões da cidade. A profissional Eloise Oliveira passou pelo golpe na Mooca, mas destacou que, no caso dela, os envolvidos falavam português. Já a influenciadora Mirian Almeida teve o celular levado no Terminal São Mateus. Ela contou que tudo aconteceu muito rápido: em menos de 30 segundos, o criminoso ofereceu ajuda, distraiu e fugiu com o aparelho. Os casos indicam um padrão organizado, com divisão de tarefas entre os envolvidos para agir com eficiência.
Polícia investiga casos e faz alerta à população
A Secretaria de Segurança Pública confirmou ao menos dois registros com esse mesmo modo de operação, investigados pelo 78º e 28º Distritos Policiais. As autoridades reforçam que vítimas devem registrar boletim de ocorrência para auxiliar nas investigações. A orientação é evitar contato com desconhecidos em situações suspeitas e redobrar a atenção com objetos pessoais, principalmente em ambientes movimentados como ônibus e terminais.
Golpe já é antigo e tem histórico internacional
Apesar de parecer recente no Brasil, esse tipo de crime já foi registrado em outros países desde a década de 1990, com variações envolvendo substâncias como mostarda ou até fezes de pássaro. O engenheiro Edson Kaneko relatou uma tentativa semelhante na Argentina, onde uma mulher tentou aplicar o golpe. Ele desconfiou da abordagem e evitou o furto ao recusar ajuda. Casos parecidos já foram relatados em cidades como Barcelona, Santiago e Estocolmo, mostrando que a estratégia é antiga, mas continua sendo reutilizada com adaptações.

