Um estudante de 10 anos sofreu agressões de dez crianças no Colégio Militar Dom Pedro II, na Asa Sul, Distrito Federal. O fato ocorreu na terça-feira, na quadra da instituição gerida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), enquanto os alunos aguardavam o início das aulas.
A mãe relatou que o ataque foi repentino. “Enquanto ele ia buscar uma bola, já abordaram ele batendo, derrubando, dando chutes, tapas, deram joelhada no rosto dele, tentaram enforcar e tentaram roubar a carteira dele, que caiu no chão. Eles só pararam quando a coordenadora da escola chegou”, explicou. Ela acrescentou que eles simplesmente chegaram e bateram no filho dela. A mãe explicou que não houve sequer discussão, apenas 10 crianças batendo no seu filho gratuitamente.
Posicionamento do Colégio Militar sobre o aluno agredido
O colégio atendeu o menino internamente. “A escola prestou acolhimento ao aluno e o encaminhou ao Posto de Primeiros Socorros. Após avaliação, não foram identificadas lesões ou queixas que justificassem o transporte a uma unidade hospitalar, motivo pelo qual o estudante retornou à sala de aula, acompanhando normalmente as atividades”. A mãe, avisada apenas às 17h, criticou a postura da escola em não comunicar imediatamente.
A família registrou boletim de ocorrência na 14ª Delegacia de Polícia contra quatro alunos identificados. O garoto fez exame no Instituto Médico-Legal (IML) para atestar os machucados. Sobre o filho, a mãe disse que ele está mentalmente bem, mas se recuperando. Uma reunião foi marcada pela escola para esclarecimentos.
Investigação do caso no Colégio Militar
A mãe avalia processar a escola e tem medo que os dez meninos se unam para bater no seu filho novamente. O colégio se manifestou, disse que não compactuam com violência e estão à disposição para esclarecimentos. Embora tenham acolhido o menino após a agressão sofrida, a mãe do garoto queria uma postura mais enérgica da direção do colégio e ressalta que ainda não entendeu o que causou toda confusão.

