A rotina do tenente-coronel Geraldo Neto dentro do Presídio Militar Romão Gomes tem sido marcada por regras rígidas e controle constante desde sua prisão preventiva. Acusado de matar a esposa, a soldado Gisele Alves, o oficial está detido desde terça-feira (18 de março), quando a Justiça determinou sua permanência na unidade militar localizada na Zona Norte da capital paulista.
De acordo com informações confirmadas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, Neto cumpre o chamado estágio inicial do regime fechado, considerado o mais restritivo dentro do presídio. Nessa fase, ele permanece cerca de 22 horas por dia dentro da cela, com saídas limitadas apenas para atividades essenciais, como banho de sol e atendimentos jurídicos.
Rotina de Geraldo Neto na prisão
A rotina diária inclui alimentação regular e horários controlados, além de acompanhamento de saúde e assistência garantida pela unidade. Os presos também podem receber visitas familiares e têm acesso a apoio psicológico e religioso, seguindo as normas estabelecidas para militares detidos. “O interno se encontra alocado na ala voltada aos internos do regime fechado, primeiro estágio, em uma cela com outros 3 reeducandos”, informou a corporação em nota.
Tenente-coronel mantém patente
Outro ponto que chama atenção é que, mesmo preso, o tenente-coronel mantém sua patente militar, embora sem qualquer poder hierárquico dentro da unidade. A progressão para estágios menos rigorosos depende de avaliações internas e comportamento, sendo necessário cumprir um período mínimo nessa fase inicial.
O caso segue sob investigação e ganhou novos desdobramentos após a decisão do Superior Tribunal de Justiça, na quarta-feira (30), que determinou que o processo deve tramitar na Justiça comum. Neto é réu por feminicídio e fraude processual, acusado de tentar simular o suicídio da esposa, crime que chocou o estado de São Paulo.

