O tenente-coronel Geraldo Neto, acusado de matar a própria esposa, divide cela com outros três policiais militares no Presídio Militar Romão Gomes. A informação foi confirmada pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, que detalhou as condições de permanência do oficial na unidade.
Desde que foi preso no dia 18 de março, Neto está alocado na ala destinada aos detentos do regime fechado em estágio inicial. Nesse setor, os presos permanecem em celas compartilhadas e seguem regras mais rígidas de convivência e circulação dentro do presídio.
Tenente-coronel não perdeu patente e tem direito a banho de sol diário
A divisão de cela faz parte da organização interna da unidade, que abriga exclusivamente policiais militares. A convivência com outros detentos ocorre sob monitoramento constante e com limitações impostas pela fase inicial da prisão, considerada a mais restritiva.
Apesar da situação, o oficial mantém formalmente sua patente, ainda que sem qualquer autoridade sobre os demais internos. A permanência nesse estágio depende de avaliações internas e do comportamento apresentado ao longo do cumprimento da prisão preventiva. Todos os dias, Neto tem direito a duas horas de banho de sol.
Morte da PM Gisele
O caso ganhou grande repercussão após a morte da soldado Gisele Alves, ocorrida no dia 18 de fevereiro, no apartamento do casal, na região do Brás. Neto nega o crime, mas foi denunciado pelo Ministério Público, que sustenta a tese de feminicídio e aponta indícios de tentativa de encobrir o assassinato.

