A Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO) registrou o primeiro diagnóstico de febre Oropouche no território goiano. O paciente é um homem adulto residente em Anápolis, que buscou atendimento médico em março apresentando tontura, febre e manchas avermelhadas na pele. A investigação apontou que a infecção ocorreu de forma autóctone, indicando que o vírus circula localmente, sem que o indivíduo tenha viajado. O quadro clínico foi leve e o morador já está recuperado.
O vírus é transmitido principalmente pela picada do inseto Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Os sinais da patologia são confundidos com os da dengue, englobando dores musculares e cefaleia, sem existir um tratamento específico disponível. Uma característica marcante dessa condição é a probabilidade de recaída, que atinge uma parcela significativa dos infectados mesmo após o desaparecimento inicial dos desconfortos.
Sintomas da febre Oropouche e taxa de reaparecimento
Sobre a reincidência do quadro clínico, a SES-GO explicou o padrão de evolução do vírus. “Isso significa que, após uma aparente melhora dos sintomas, que duram de 2 a 7 dias, cerca de metade dos pacientes apresenta um retorno dos sintomas, como dor de cabeça intensa, dor muscular, e febre durante uma ou duas semanas após o início da doença”, detalhou o órgão. No cenário nacional de 2025, o Brasil contabilizou cerca de 12 mil registros, com cinco pessoas que faleceram pela infecção.
O monitoramento no estado é conduzido pelo Laboratório Estadual de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros, que processou mais de seis mil amostras neste ano. Para conter o vetor, recomenda-se a limpeza de quintais, focando na remoção de matéria orgânica acumulada, como folhas secas, que servem de criadouro para o maruim. O uso de roupas compridas e telas de proteção nas janelas também integram as barreiras físicas indicadas para evitar o contato com o inseto.
Prevenção ao mosquito maruim
A subsecretária de Vigilância em Saúde da SES-GO, Flúvia Amorim, reforçou a necessidade de engajamento nas medidas preventivas. “O monitoramento da febre Oropouche já é realizado e a população deve estar atenta à eliminação dos criadouros e aos cuidados para evitar o contato com o mosquito. Não há motivo para pânico, mas devemos divulgar as informações para auxiliar no diagnóstico correto, na continuidade da vigilância laboratorial e no controle dos vetores”, declarou a gestora.
