A Polícia Civil revelou neste domingo (3) novos detalhes sobre o caso de estupro coletivo envolvendo duas crianças, de 7 e 10 anos, na Zona Leste de São Paulo. Segundo as investigações, o crime só veio à tona após a irmã de uma das vítimas identificar imagens dos abusos circulando nas redes sociais e procurar uma delegacia para denunciar o ocorrido.
O crime aconteceu na segunda-feira (21), mas só foi comunicado às autoridades na quinta-feira (24). Durante esse intervalo, as imagens começaram a se espalhar pela internet, aumentando a gravidade da situação. A polícia informou que, em poucos dias, conseguiu identificar os suspeitos e iniciar as prisões, demonstrando rapidez na resposta ao caso.
Famílias das vítimas eram pressionadas
De acordo com a delegada responsável pelas investigações, Janaína da Silva Dziadowczyk, a família enfrentava pressão para não registrar a ocorrência. “As vítimas estavam sendo pressionadas para não registrarem boletim de ocorrência na delegacia. Embora estivesse circulando na internet, a família não havia registrado queixa”, disse. A revelação evidencia o clima de medo que cercava o caso antes da denúncia formal.
As investigações apontam que os suspeitos, que conheciam as vítimas, atraíram as crianças com a promessa de soltar pipa. “Eles eram vizinhos e as crianças tinham confiança neles. Chamaram pra soltar pipa. Eles foram atraídos para esse imóvel porque falaram: ‘vamos soltar pipa, aqui tem uma linha'”, disse a delegada. O crime teria ocorrido no local indicado pelos próprios agressores.
Polícia segue investigando
A polícia segue aprofundando o caso, especialmente para identificar quem divulgou os vídeos nas redes sociais. Um dos suspeitos, maior de idade, foi preso na Bahia e deve ser transferido para São Paulo. Enquanto isso, as famílias das vítimas recebem apoio psicológico e seguem sob proteção, devido às ameaças e ao impacto causado pela violência.

